O P. Ferreira venceu e convenceu. Com o Carnaval à porta, os pacenses preferiram não se associar a uma das maiores festas que se realiza na ilha da Madeira. Pelo menos antes do final dos noventa minutos. Jogaram sérios, concentrados e muito pragmáticos.
Na Choupana pairava, de resto, o fantasma de épocas anteriores. Com razão: o Paços confirmou a boa série de resultados, Rui Vitória (que se estreia como técnico no escalão máximo) faze jus ao nome e enfim, foi mais uma vitória para escrever uma página na história do clube.
O Nacional, uma vez mais, mostrou que não tem estofo para a hora das grandes decisões, quando cada erro pode custar um adeus às ambições. Pizzi bisou e Maykon voltou a ser determinante. Por coincidência, dois homens que eliminaram os alvinegros da final da Taça de Portugal...
Ninguém acreditaria que após uns 15 minutos iniciais onde não se passou nada de relevante, as duas equipas arrancassem para uma meia-hora diabólica, provando o porquê de uma ser a quarta classificada (Paços de Ferreira) e a outra a sexta (Nacional) na Liga. Dois conjuntos com a ambição de fazer história e chegar à final da Taça da Liga.
Os locais que deram o primeiro sinal de perigo, aos 16 minutos, com Nuno Pinto a cruzar e Orlando Sá a rematar mas permitir uma boa intervenção de Cássio. No minuto seguinte, após um canto de Bruno Amaro, Luís Alberto cabeceia e Cássio sentado no chão consegue evitar o pior. Só que, os pacenses aos 19 minutos, deram o primeiro aviso, num contra-ataque após uma perda de Nuno Pinto, Pizzi rematou e Bracalli desviou para canto.
Se os madeirenses sentiram o aviso, numa noite fria, ficaram gelados aos 25 minutos, quando Maykon foi por ali fora e já grande-área rematou com a bola a desviar em Felipe Lopes para trair Bracalli. Estava aberto o marcador e o fantasma da derrota já pairava sobre os adeptos alvinegros.
Só que acreditando que a história desta vez teria de ser diferente, Diego Barcellos marcou um golaço aos 34 minutos, num belo remate de primeira, empatando o jogo.
Animados, os pupilos de Jokanovic podiam chegar ao 2-1, mas Mateus atrapalhou-se e não deu sequência ao passe de Orlando Sá. No lance seguinte, Pizzi rematou por alto com mais um susto para o guarda-redes local.
Já perto do intervalo, os homens da capital do móvel foram uma vez mais eficazes e, após um bom cruzamento de Maykon, Pizzi surgiu atrás de Nuno Pinto e bateu de novo Bracalli.
No entanto, os nacionalistas reagiram e bem. Três minutos depois, Skolnik marcou mais um livre e Luís Alberto cabeceou e bateu Cássio, repondo a igualdade no marcador e o equilíbrio no jogo: 50 por cento de posse de bola para cada equipa e dois golos.
O futebol tem destas coisas. Se frente ao Sporting, Bracalli foi o herói da partida, esta noite comprometeu: aos 50 minutos largou um remate forte de Leonel Olímpio e permitiu a recarga com sucesso de Mário Rondon.
Mas o pior para os alvinegros ainda estava para vir nesta segunda parte. Seis minutos depois de sofrer o terceiro, os locais viram Pizzi bisar, após um bom passe de Rondon. Foi um golpe duro demais para os madeirenses.
Jokanovic tentou espevitar a equipa com duas substituições, mas mal o acabou de fazer até poderia ter sofrido o 2-5, com Rondon a desperdiçar uma belo cruzamento de Manuel José.
Quando a partida parecia totalmente controlada pelos visitantes, Artur Soares Dias assinalou um agarrar da camisola de Anselmo por Baiano. Thiago Gentil fez o 3-4 aos 84 minutos. Logo a seguir Maykon foi expulso e deixou a o Paços em verdadeiras dificuldades para os minutos finais. Foi o tudo ou nada do Nacional, mais com o coração do que com a razão. Foi insuficiente para mais.
A final com o SL Benfica vai ser realizar-se em Coimbra, no dia 23 de Abril. Pode fazer a sua bet no site de apostas online.