VOTAÇÃO ABERTA: OS MELHORES DA LIGA ZON SAGRES

14 de Junho de 2010

Mundial 2010 - Dia 4



Resultados:
Holanda 2 - 0 Dinamarca
Japão 1 - 0 Camarões
Itália 1 - 1 Paraguai

Classificação Grupo E:
1º Holanda -3 Pts, 1 Jgs
2º Japão - 3 Pts, 1 Jgs
3º Camarões - 0 Pts, 1 Jgs
4º Dinamarca - 0 Pts, 1 Jgs

Classificação Grupo F:
1º Itália -1 Pts, 1 Jgs
2º Paraguai - 1 Pts, 1 Jgs
3º Nova Zelândia - 0 Pts, 0 Jgs
4º Eslováquia - 0 Pts, 0 Jgs

Crónica de Ricardo


Artigo Publicado em: Maisfutebol
Por: Ricardo, antigo internacional português

O Cristiano Ronaldo quer explodir neste Mundial e está confiante de que os golos vão surgir. Diz-se que não marca há 16 meses. Sei que não marca desde 11 de Fevereiro de 2009, uma data que me foi fácil de fixar já que é o meu aniversário, mas isso é passado. As suas palavras são um bom sinal, porque contagiam o grupo e transmitem-lhe confiança.

Mais importante do que marcar golos é que o Ronaldo chegue satisfeito ao fim de cada jogo. É sinal de que ajudou a equipa. Se marcar um golo por cada mês que esteve em branco, de certeza que garantimos a passagem à próxima fase!

Amanhã [terça-feira] Portugal estreia-se. À medida que as horas vão passando a ansiedade cresce. Todos ficam desejosos de que o jogo chegue. Os estreantes poderão estar mais ansiosos - não diria nervosos, pois todos os jogadores que lá estão são experientes. Quando se chega ao estádio e se começa a ouvir o ruído e os aplausos tudo se eleva a outro patamar. Não há que ter receios. Lá dentro tudo será diferente.

Ouvir o apoio dos portugueses e o hino são «injecções» de motivação. Assim que se ouve o apito surge um pico de adrenalina e a atenção é direccionada para o jogo. São momentos únicos.

A Costa do Marfim está no seu ambiente e tem jogadores que actuam nas melhores ligas do mundo. Têm uma técnica soberba e uma condição física fantástica. Vai ser uma luta muito grande.

Em provas como estas tudo ganha outra dimensão. Ter um estádio cheio é sempre uma motivação extra, mesmo que o jogo seja contra um grande rival e no «seu território». Não importa se estão 50 ou 60 mil a torcer para que percamos, porque estarem tantas pessoas nas bancadas dá-nos sempre força.

Fazemos contas no fim

Todos esperamos que Portugal comece com uma vitória porque isso dará tranquilidade à equipa. Seria fantástico. Mas, se isso não acontecer, não tem de soar nenhum alarme! Quando se ganha não significa que está tudo bem, assim como quando se perde não significa que esteja tudo mal. Não importa como começa, mas sim como termina.

Vamos torcer para que tudo corra bem. Temos de ser optimistas, mas também lembrar que existem três resultados possíveis. Quando for preciso, a estrelinha da sorte também irá surgir, mas há que persegui-la e acreditar que conseguiremos alcançá-la.

De Portugal passo para a baliza, para falar de um dos assuntos da actualidade, os erros de Green [Inglaterra] e de Chaouchi [Argélia]. Tal como disse o Tim Howard «um guarda-redes tem as costas largas».

À possibilidade de existir um erro juntem uma bola, esse objecto imprevisível e que circula a uma velocidade estonteante... Estas situações são difíceis de ultrapassar. Eles estarão mais tristes do que toda a gente. Naquela altura tiveram de reagir porque ninguém ia parar o jogo para confortá-los. Mas, quando se sofre uma infelicidade, no final é muito importante ter apoio.

Quem nunca errou?

Foi o primeiro jogo e os seus erros não seriam tão escalpelizados se as suas equipas tivessem ganho. Acontece a todos e em qualquer profissão, mas nota-se mais em determinadas situações. Quando estamos expostos publicamente e erramos é difícil de suportar. Só quem não está exposto não poderá entender isso.

Imaginemos que, em vez de jogador, sou um jornalista que foi escolhido para fazer o Mundial. Na minha primeira entrevista, em directo, troco o nome ao entrevistado. Cometi uma gaffe, «um frango». Deixaria de ter valor por isso? Nunca. Enganei-me e isso poderá acontecer a qualquer um.

De certeza que muitos de vocês participam em peladinhas com amigos. Quando perguntam quem quer ir para a baliza, quantos já ouviram «eu não, porque se perdermos a culpa é minha»?

Os guarda-redes de Portugal estão preparados para qualquer desafio. Se acontecer alguma coisa - esperemos que não - espero que todos os ajudem. Não critiquem por criticar. Como guarda-redes só posso desejar que Deus esteja com eles.

O Body Painting do Mundial





Cartoon: Ketchup 2

Cartoon: Ketchup 1

Os Nossos Adversários: Costa do Marfim

Se existe uma selecção africana sobre a qual recaem bastantes expectativas para este Mundial, sem dúvida que essa selecção é a Costa do Marfim.
De resto, não é de estranhar: o país conta com jogadores de altíssimo nível e, além disso, precisa se auto afirmar depois de ter sido eliminado na primeira fase da Alemanha 2006.
Naquele ano, os marfinenses calharam num grupo bastante difícil e perderam os dois primeiros jogos para as poderosas Argentina e Holanda por 2 a 1. Só venceram a Sérvia e Montenegro, por 3 a 2, depois de terem estado a perder por dois golos.
Agora, Didier Drogba e companhia estão mais experientes, embora os adversários não se afigurem fáceis, com o sempre favorito Brasil e Portugal à cabeça.
No percurso para a África do Sul, a Costa do Marfim fez jus à fama de ser uma das maiores forças do continente e passou pelas eliminatórias sem perder uma partida sequer.
A Costa do Marfim conta com jogadores extremamente talentosos, mas o principal destaque desta poderosa selecção vai naturalmente para um dos melhores avançados do Mundo da actualidade: Didier Drogba, do Chelsea, que a seu lado terá, provavelmente, Salomon Kalou, também do Chelsea.
Didier Zokora, do Sevilla, e Yaya Touré, do Barcelona, dão força ao meio de campo, ao lado do baixinho Bakary Koné, do Marselha. Emmanuel Eboué e Kolo Touré, que actuam em Inglaterra, completam, com Arthur Boka, do Estugarda, uma das melhores defesas da África.

Fundação da federação: 1960
Seleccionador: Eriksson (SUE)
Presenças em fases finais: 1 (2006)
Melhor classificação: Fase de Grupos
«Ranking» Mundial: 27º Lugar
Apurado como: Vencedor do Grupo E da zona africana de qualificação