
O grande jogador e capitão do FC Porto anda numa fase complicada da sua carreira desportiva. Falou-se no verão da sua provável saída para Barcelona ou Chelsea. Nada se veio a concretizar, e Bruno Alves manteve a sua importante posição no futebol português. Bruno Alves foi sempre um exemplo de empenho dentro de um campo de futebol, tanto no seu clube como na selecção nacional. Mas esta época, e em especial nos últimos jogos, que não têm corrido bem ao FC Porto, Bruno Alves tem voltado à sua conduta violenta, que lhe era característica nos primeiros anos de clube. Insultos e impropérios dirigidos aos árbitros em altos berros, excesso de agressividade em cada lance, descontrolo emocional desde o primeiro minuto de jogo, agressões físicas aos adversários, gestos provocatórios a adversários e adeptos, etc, tem sido regulares nas ultimas prestações de Bruno Alves. A agravar ainda existe a possível agressão ao colega Tomas Costa num treino, que foi abafado pelo clube mas que fez com que o jogador não disputasse o jogo com o Sporting CP na Taça de Portugal. Estes comportamentos sucessivos tem sido desvalorizados pelo seu pai e agente Washington Alves, ignorados pelos dirigentes do FC Porto e ainda consentidos pelos árbitros da Liga Sagres.
Alves é um dos melhores centrais do mundo, mas esta atitude pode ser o argumento decisivo dos grandes clubes para a sua não contratação. Esta possível frustração pode vir a ser prejudicial para a selecção nacional. Num jogo de Campeonato do Mundo, qualquer uma destas atitudes é punível com um cartão vermelho directo e respectiva desvantagem para a equipa nacional. Apenas Queiroz saberá se valerá a pena ter em campo um jogador criador destes riscos.
Há ainda 3 meses para Bruno Alves se acalmar e dar o seu melhor contributo ao seu clube e à selecção e apenas depois sair, e progredir a sua carreira num grande clube da Europa.